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MPF recorre de sentença que condenou paraguaios por tráfico internacional

Eles foram presos em fevereiro deste ano com mais de 100 kg de cocaína e grande quantidade de armas e munições de uso restrito

29/08/2013




Uberaba. O Ministério Público Federal (MPF) interpôs, na última segunda-feira, 26, recurso de apelação contra a sentença que condenou os paraguaios Luís Carlos Saavedra Jara e Nestor Gonzalez Sosa, juntamente com o brasileiro Júlio César Feliciano Abrão, pelos crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de armas e posse ilegal de arma de uso restrito.  

A sentença foi proferida em ação penal instaurada a partir de denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) no último mês de abril. Os réus tinham sido presos em flagrante, no dia 27 de fevereiro deste ano, numa pista clandestina localizada na zona rural do Município de Campo Florido/MG, no Triângulo Mineiro, com grande quantidade de entorpecentes, armas e munições de uso restrito.

Durante a operação policial, houve troca de tiros entre criminosos e policiais, o que resultou na explosão do avião, que ainda não havia sido totalmente descarregado, bem como na morte de duas outras pessoas que aguardavam a droga em solo.

Em meio aos destroços da aeronave queimada, a perícia encontrou 03 granadas de impacto, 128 estojos de munição de fuzil, além de projéteis, cartuchos e um carregador de munição com capacidade para 20 cartuchos, todos deformados pelo fogo.

Ainda assim, a Polícia Federal conseguiu apreender cerca de 113 kg de cocaína, 1 fuzil calibre 762 com carregador e 10 munições intactas de mesmo calibre, 1 fuzil calibre 556 com 2 carregadores e 47 munições intactas do mesmo calibre, além de 1 lança-granadas e 03 granadas 40 mm, que já tinham sido descarregados e se encontravam armazenados numa caminhonete.

Em juízo, o acusado Luís Carlos Saavedra Jara confirmou a acusação de que fora contratado para transportar a droga de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, até o Triângulo Mineiro, e que chamara Nestor Gonzalez para ajudá-lo na empreitada. O brasileiro Júlio César, por sua vez, também declarou ter sido contratado para fazer a segurança do local do desembarque, embora afirmasse desconhecer o conteúdo do material transportado, o que não convenceu o magistrado.

Luís Carlos Saavedra foi condenado a 10 anos, 3 meses e 10 dias de prisão e Nestor Gonzalez e Júlio César Feliciano a 9 anos e 2 meses, em regime fechado, pelos crimes de tráfico internacional de drogas e tráfico internacional de arma de uso restrito ou proibido. O juiz absolveu os réus do crime de associação para o tráfico, bem como do crime de porte ilegal de arma de fogo imputado, na denúncia, ao brasileiro Júlio César.

No recurso, o MPF pede o aumento das penas, bem como a condenação do brasileiro Júlio César também quanto ao delito de associação para o tráfico, já que ele se associou aos outros dois comparsas (falecidos na troca de tiros quando do flagrante) para o cometimento dos crimes.
(AP nº 2450-34.2013.4.01.3802)


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